Índia e Paquistão: a fronteira da meia-noite

Jovens Diplomatas

Na obra-prima do realismo fantástico indo-britânico, Os filhos da meia-noite, Salman Rushdie narra as desventuras telepáticas de um homem nascido no instante exato da independência indiana, no primeiro minuto de 15 de agosto de 1947. É um rebento de hindus pobres, mas será erroneamente criado por uma rica família muçulmana, pois foi trocado na maternidade. Esse engano original determinará os destinos de Salim Sinai, o protagonista que contém a Índia inteira em si.

Há um equivalente geográfico para a metáfora de Rushdie sobre as identidades tragicamente paradoxais do subcontinente. Trata-se da fronteira de Wagah.

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Não fosse por um acidente histórico, Wagah seria apenas mais um entre os centenas de povoados multicoloridos do Punjab, a fértil província indiana dos cinco rios.

Mas o acidente ocorreu. E continuou ocorrendo, com violenta teimosia.

Graças à partição caótica de 1947 e às guerras fratricidas das décadas posteriores, Wagah é hoje a única passagem…

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Loki Loki Loki 

Tarra eu e minha cumpanhera em La Paz. Já fomos sabendo que nessa cidade tem um local que o capeta colhe almas. Pensamos assim: pffffffffffff ai ai.

Nos perfumamos, botamos nossas leggings, chamamos o táxi e fomos para o Hostel Loki. Graças a Jeová a gente não se hospedou lá, do contrário tava presa.

A noite, meus amigos, começou bem tranquila. Chegamos na festinha e Wan já tinha feito amizades. Eu podia contar aqui como foi a recepção de certas amiga minha, mas vou preservá-la. Compramos umas biritinhas, petisco, tudo muito calmo.

O bar era super legal, no 8 andar do edifício, uma vista legal da city. Bebida num preço aceitável. Joguinhos divertidos com o único fim de possuir seu rim. Tudo era motivo pros barmen socar pinga no seu rabo.

Por exemplo: você comprava uma cerveja de garrafa, aí se você acertasse a tampinha num balde que não ficava a 5 metros de você, ganhava outra cerveja. Gerando assim, um looping alcoólico.

Em um desses jogos foi que eu me fodi lindamente. A gerencia daquele umbral promove a BloodBomb World Cup. Funciona assim: você compra um drink chamado bloodbomb e marca um ponto pra sua nacionalidade. E por culpa do meu patriotismo que meu cu caiu da bunda.

Fiz amizade mais o gerente bigodudo e toda hora ele me dava um drink, mas não foi pelo bigodudo que eu me apaixonei.

AMIGAS, segura aqui minha mão, lá nesse mesmim local que eu tava tinha um canadense de dois metro de altura e com as coxas de dar eveja em Roberto Carlos. Eu me passei pra essas coxas sem dó e nem piedade. Eu declarei meu amor à elas. Ajoelhei-me perante elas. Até que a moça, arrendatária do par de pernas, dita cuja namorada do moço, me levantou gentilmente com um belo sorriso (sem ironias, pensa numa fofa, se fosse latina eu tava sem nenhum dente hora dessa). Mas tu acha que eu tava pouco me fodendo pra ela? Eu arrastava esse menino pra cima da mesa e namorada vinha junto. Mas aí eu era interrompida por um louro surgido não sei da onde que APAIXONOU nos tapa na bunda que eu dei nele. Onde eu tava na festinha ele ia atras de mim pra apanhar. Tá entendendo? Eu também não.

Nesse ponto, encontramos esta Neusa que vos escreve, linda e plena e embriagada em cima do balcão do bar ensinando passinhos de funk para os estrangeiro. Rudiada de homem lá em riba. Uma imagem de dar orgulho. Era grito de guerra. Encoxadas. Vira copo. Mais bunda no chão. Mais sapateado no balcão com ur minino. Enfim, tudo que uma brasileira com o frisco cheio de etílico podia fazer, eu fiz

Não sei que hora da noite minha amiga me arrasta pra fora da festa porque tínhamos que pegar um ônibus logo cedo no dia seguinte. A contra gosto, fui embora, não sem antes pegar uma briga com um taxista porque ele tava cobrando 20 bol pra nos levar para nosso hostel quando deveria nos cobrar… 20 bol.

fin

P.S.: Meus pais são leitores desse blog. Deus tenha piedade do meu coro.

Os cinco lugares a que já fui… e não pretendo mais voltar!

Inspirada no texto dessa colega, resolvi fazer minha listinha moi meme.

1 -Bruxelas, Bélgica

É, sem dúvidas, uma decepção bem grande, eu esperava mais da capital belga. Mesmo abrigando saborosas cervejas e o melhor sorvete do universo inteiro, o Ijisboerke, não sinto a menor vontade de voltar pra lá. Até porque o sorvetinho pode ser encontrado até na econômica da KLM.

Fui pra lá no mês de março e tava um frio do satanás, minhas jaquetinhas da Marisa não deram conta e tive que comprar um casaco num brechó. Odiei.

E os monumentos meio nada ver? Manneken Pis? Atomium? Não agradaram aos olhos de Dona Neusa.

Ah! Os meninos belgas são danadinhos e assediam as meninas nas ruas.

2 – Santa Cruz de la Sierra, Bolívia

Acho que só serve pra abrigar estudante brasileiro que quer fazer medicina nas coxas hehehe

Tem uma praça cheia de pombo que tem uma igreja que não chega aos pés da Catedral de Porto Nacional e esta última fica somente a 60km de minha residência. Sorry, but not sorry.

Quem quiser um relato bem sincero, pergunte minha amiga Wanessah sobre o Barrio Lindo de Sta Cruz.

Na verdade, dá pra citar a Bolívia inteira aqui. A única coisa que presta lá é o Salar mesmo.

3 – Orlando, Estados Unidos

Eu já fui lá duas vezes, e eu nunca fui e não tenho vontade de ir na dirnei porque eu tenho horror a fila e gosto mais dos adultos. A unica coisa que presta em Orlando é meu namorado quando ele tá lá.

4 – Salvador, Brasil

Bahia, te amo, te venero, te desejo, meu anjo você é linda! Mas a sua capital é estranha.

Salvador tem um clima pesado, é suja, não acho uma cidade bonita. Meu santo simplesmente não bateu. Igual com Bruxelas. Não rolou.

5 – Phuket, Tailândia

Eu pensava em Phuket e já vinha a ideia de lindas praias paradisíacas. NÃO. Nada disso. Phuket é enoooorme, as praias são fuen fuen fuen… Overrated é o nome!

A safadeza rola solta na Patong Beach Road (tá isso é bom). E a única coisa que salva nessa cidade é uma gay que trabalha no KFC dessa rua. Pensem numa bicha diva! Se eu pudesse tinha trazido ela comigo.

~fin~

Álcool de baixa qualidade

Pra ajudar a conter minha ansiedade enquanto espero meu voo pra Kuala Lumpur, vim contar um causo que pode ou não ser verídico, que pode ou não ter acontecido com alguma Neusa que vocês conheçam.

Tudo começou numa bela noite recheada de calor nas ilhas Phi Phi, sul da Tailândia.

Agora que escrevi a intro, vi que tinha tudo pra ser uma história glamurosa. Mas não criem expectativas.

Meu migo e eu nos perfumamos, botamos belas brusinha e partimos em direção à praia Doh Dalum, lugar este que o capeta usa para angariar almas.

Escolhemos um dos vários bares pra rebolar nossa bunda, compramos umas cervejas e ficamos ali na pista.

Se você tá esperando uma história com começo, meio e fim, pare agora. 

Não sei que hora da noite eu tive a ideia de comprar um balde de pinga. Mas era um baldinho mesmo. Parecido com esses que criança leva pra praia. Ele vem com muito gelo, muita cachaça vagabunda de péssima qualidade e algum softdrink.

Mermão…

Eu não desejo pra ninguém o que passei aquela noite.

Tudo bem que quase derrubei o cu da bunda, tudo bem que avaliei vários peitorais, tudo bem que … não, pera, já chega.

No meio dessa fritação toda, chega uma hora que a gente tem que mijar. Fiz a Close e fui em rumo do mar mesmo, porque jamais eu iria num banheiro aquelas horas. E só Deus sabe onde que estavam minhas havaianas…

O diabo da maré tava baixa e tivemos (lógico que meu migo foi comigo) que andar léguas pra entrar na água. Chegamos num ponto que tava só a pedra, aí foi show de queda… Mas foder as canelas não foi o pior…

Segura minha mão aqui: eu não podia fazer xixi, sabe porque? Porque se eu mijasse, eu cagava.

Andrezinho me segurou pelo braço enquanto eu andava de volta pro hotel igual um pinguim, tinha horas que eu parava pra segurar o cu senão a bosta vinha. Laxante de cu é rola – eita, ficou feio. Mas o que eu quero dizer é que nada faz a gente cagar mais que álcool vagabundo.

Cinco minutos de caminhada nunca demoraram tanto na minha vida, e quando eu vi a escadaria eu tive certeza que Deus tinha me abandonado. Mas venci. Consegui chegar na privada.

Caguei pra porra. Bêbada carai. Mas não até entrar no chuveiro… Porque foi ali que o cão que butô a pinga pa nois bebê riu da minha cara.

Tenho muita dó de André Ayres que foi quem teve que cuidar pra eu não morrer, que, segundo relatos, me trancou pra não voltar pra fertinha, segurou minha boca pra nois não ser expulsa e acalmou meus amigo – quando eu bebo eu ligo pra todo mundo 😊. E me botou pra dormir. Beijos migo te amo.

Fin 

Eu avisei que não tinha pé e nem cabeça. Beijos na alma.

Quando a gente casa a única irmã

Bem verdade, tenho o esboço deste texto há alguns meses. Mas só hoje consegui digitar as palavras.

Mas justamente hoje vi as fotos do casamento da minha irmã. Minha única irmã. Obviamente, chorei tudo de novo. Porque se tem um dia que eu chorei na vida foi no dia em que ela se casou.

Eu chorei de alegria, chorei de tristeza, de medo, de angústia, chorei de uma saudade antecipada.

Chorei de alegria porque ela é a noiva mais bonita que eu já vi na vida, não importa o quanto piegas isso soe pra você, eu sei que não estou mentindo. Minha alegria era justificada porque eu sei que ela escolheu um marido tão bom quanto nosso pai (e melhor que esse não há). Se ela estava feliz, eu também estava feliz. E muito!

Mas como não se entristecer quando a pessoa que segurou minha mão toda noite por tanto tempo não estaria mais ali na cama ao lado, ou no quarto ao lado? E se eu precisar ir ao banheiro a noite? Quem eu vou chamar? E se eu quiser ir na perigosa cozinha de madrugada? Quem vai comigo? Isso dá medo.

E a angustia que dá de saber que a gente não vai se ver mais todo dia? Que não vai ter briga, que não vai ter uma tagarela falando alto, que não vai brigar comigo pela minha bagunça? Não, pera, minha mãe ainda briga. Mas é diferente, mãe eu não posso responder de volta.

Por fato não fomos aquelas irmãs/amigas/cúmplices, mas eu sei, eu tenho certeza que com ela no mundo, eu nunca vou estar sozinha e nem desamparada. Eu sei que com ela ao meu lado, ninguém vai me fazer mal e ficar impune. Prova disso é a bofetada que ela deu numa coleguinha quando a gente brincava na calçada do padre Cícero lá em Miracema, em 1900 e tal.

Eu poderia dizer aqui o quanto ela me apoia, o que quanto me ajuda, me aguenta (menos bêbada, ela odeia gente bêbada)… Eu poderia citar inúmeras memórias, mas não tem necessidade. Nós sabemos de tudo isso, e o mais importante: não vamos nos esquecer nunca. Afinal, somos irmãs.

Paula, eu nunca pensei, e por nunca pensar, não aproveitei bem o tempo em que moramos juntas, e eu sinto saudade. Todos os dias.

Por mais triste que possa parecer, mas não é; sabemos que é assim que a música da vida toca. E por mais saudade que eu sinta, eu não quero que você volte enquanto você estiver feliz em outro lugar.

Eu te amo muito, eu sempre te amei muito, eu sempre vou te amar muito.

A/C Ana Paula

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